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Caso André Marques: 92% dos que realizam bariátrica voltam a engordar após cirurgia, aponta estudo



André Marques usou uma parte de seu programa de culinária no Youtube, “Contando Histórias com André Marques” para falar sobre obesidade. O apresentador relembrou quando pesava 162 quilos e precisou fazer uma cirurgia bariátrica para perder peso.

— Para quem não sabe eu sou bariátrico, já pesei 162 kg. Eu cheguei a 80 e poucos, mas depois que a gente começou a cozinhar aqui no canal todo dia eu dei uma engordadinha de uns 6, 7 kg, que estou querendo perder — disse o apresentador revelando que na época estava no “fundo do poço”.

Um estudo realizado recentemente pela Universidade de São Paulo (USP) identificou que aproximadamente 92% dos pacientes bariátricos começam a reganhar peso, ou seja, readquirem pelo menos 20% do peso perdido com o procedimento, após dois anos da cirurgia. A pesquisa identificou que esse reganho coincide com o momento em que os pacientes deixam de frequentar as consultas com o psicólogo.

— A maioria faz o acompanhamento por até dois anos. E é nessa hora que costumam ter algum reganho de peso. Até dois anos de bariátrica é a lua de mel, quando o paciente vai perdendo quilos, sendo reconhecido pela sociedade e pela família. Depois, percebe que muitas daquelas frustrações não foram resolvidas e começa o ciclo do reganho — afirmou Jogilmira Macêdo, autora do estudo da USP em entrevista recente ao GLOBO. O resultado da análise ainda apontou que cerca de 22% dos voluntários tinham algum grau de compulsão alimentar, grave ou leve —figurando como o transtorno mais associado ao reganho de peso.

Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), aproximadamente 60% das pessoas com obesidade sofrem de algum distúrbio psiquiátrico. Além da compulsão alimentar, a depressão também é muito comum entre elas.

No ano passado, foram realizadas 74.738 cirurgias do tipo no país pelo SUS e planos de saúde, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Considerando o percentual apontado pelo estudo da USP, o número de pacientes que não conseguem manter o peso conquistado pode chegar a mais de 69 mil.

Durante o programa, André Marques fez questão de ressaltar os perigos e riscos da obesidade.

— A obesidade é uma das doenças que mais matam no mundo por ano. Você não morre da palavra "obesidade", você morre de doenças associadas à obesidade. Então não ache normal: "Ah, eu tô gordinho, mas eu tô saudável". Eu falava isso. Eu até tinha uns exames legais quando eu estava um pouco gordinho, já obeso mórbido até na tabela. E aí em dois meses meus exames mudaram todos e eu estava diabético, com açúcar altíssimo — disse o apresentador.

Marques ainda relembrou que é necessário procurar ajuda profissional e fazer exames para “ter saúde, pois é isso que vai manter a gente mais tempo aqui com as pessoas que a gente ama”. Requisitos para realizar a bariátrica

  • Apresentar IMC (índice de massa corporal) maior ou igual a 50 kg/m²;

  • Ter IMC maior ou igual a 40 kg/m² e já ter passado por tratamentos clínicos anteriores, por no mínimo dois anos, mas sem sucesso;

  • Apresentar IMC maior que 35 kg/m² e alguma comorbidade, como alto risco cardiovascular, diabetes, hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, apneia do sono ou doenças articulares degenerativas e que não tenham obtido resultado positivo em tratamentos clínicos realizados, por no mínimo dois anos.

Antes de optar pela cirurgia bariátrica, especialistas recomendam que o paciente passe por uma avaliação psicológica, para detectar eventuais transtornos como depressão, ansiedade e a própria compulsão alimentar. Riscos da cirurgia bariátrica A bariátrica costuma ser um procedimento seguro. No entanto, como também é invasivo, envolve riscos. O cuidado no pós-operatório é uma das partes mais importantes do procedimento. Uma das principais preocupações é com a cicatrização do estômago reduzido. Seu rompimento pode originar infecções generalizadas e sangramentos internos, colocando o paciente em perigo.


Fonte: O Globo

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