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Carnaval: dicas de como se preparar para maratona de bloquinhos



Durante o Carnaval, a saúde do folião é desafiada como um todo. Além do sistema imunológico, que é testado com todo o álcool e comidas de origem duvidosa consumidos, a festa também coloca à prova a força nas pernas. Nos bloquinhos de rua, por exemplo, é preciso andar muito e passar longos períodos de pé. Quem desfila com escolas de samba também precisa de força extra nos membros inferiores para dançar.


Por isso, é interessante se preparar fisicamente para a maratona de festas. A educadora física Luiza Fellet, do Studio Personalizzare Vip Training, explica que, para garantir a saúde das pernas e aproveitar o máximo o Carnaval, é interessante adotar uma metodologia de treino pautada no ganho de força.


Ela lista seis pontos que devem ser levados em consideração na hora de definir o treino de pernas para otimizar os resultados. Confira:


Quebra de regras


“Existe uma noção geral de que não é recomendado repetir o treino de um mesmo grupo muscular em um período inferior a 48 horas, pois há risco de ele não se recuperar do esforço a que foi submetido. Porém, essa não é uma regra”, desmistifica Luiza.


Ela diz que, a depender da carga e quantidade de repetições do exercício, é possível exercitar as pernas diariamente. Segundo a educadora física, essa é, inclusive, a melhor estratégia para quem quer ganhar massa muscular na região.


Porém, ela aponta que não existe uma receita de treino que funcione para todos. O melhor exercício é aquele que segue as características de cada pessoa e é reavaliado no dia a dia.


A rotina deve ser levada em consideração


O dia a dia é um dos fatores determinantes na elaboração de um bom treino de pernas. A rotina serve de parâmetro, inclusive, na decisão de como exercitar esse grupo muscular diariamente. “Quem passa a maior parte do tempo sentado, por exemplo, por conta do trabalho, está, hipoteticamente, mais descansado para fazer um treino de pernas forte”, avalia Luiza.


Ela afirma que quem anda mais ou pratica outra atividade física que exige esforço dos membros já está exercitando a região mesmo sem perceber. Logo, o planejamento deve ser diferente para não sobrecarregar a musculatura.


Falhar não é tudo


Na musculação, existem dois tipos de estratégia. Uma delas é a do estresse metabólico, conhecida popularmente como falha, e é definida pela repetição do exercício até o músculo entrar em exaustão. Outra opção é o treino tensional, que é utilizado normalmente quando se busca um ganho de força — nesse plano, a atividade é feita com carga alta, mas com limite de repetições pré-estabelecido.


Apesar de a tática do estresse metabólico ser a mais comum, Luiza defende que as duas estratégias podem ser combinadas. “Mas vale lembrar que cada corpo responde melhor a um tipo de estímulo, que deve ser testado e avaliado durante o processo”, esclarece a educadora física.


Superávit calórico


Juntos, os músculos da perna formam um dos maiores grupos musculares do corpo humano. Portanto, para garantir a eficiência do treino, é necessário garantir um bom estoque de energia. A recomendação é aumentar a quantidade de calorias das refeições cerca de quatro horas antes de se exercitar: o objetivo é garantir um superávit calórico para não faltar combustível em um treino mais puxado.


Sono de qualidade


No processo de crescimento do músculo, o que acontece é uma lesão causada pelo exercício — a tentativa do corpo de recuperar as fibras é que promove o aumento de volume desejado por quem treina. Todo esse sistema de “cura” acontece durante o sono — segundo Luiza, uma noite de descanso de qualidade é decisiva no ganho de força e contração muscular.


“Não há como garantir musculatura tonificada quando não se dorme direito. Pessoas que não conseguem dormir ou acordam o tempo todo durante a noite precisam corrigir esses problemas para que o resultado que buscam nos treinos apareça”, alerta Luiza.


Genética


Apesar de nem sempre a genética do indivíduo ajudar no processo de crescimento e definição dos músculos das pernas, a educadora física lembra que, adotando uma estratégia personalizada, sempre é possível melhorar — mesmo se demorar um pouco mais de tempo. “Quando o resultado não aparece, é importante fazer ajustes no decorrer do processo que passam, inclusive, pela alimentação”, acrescenta.


Fonte: Metrópoles

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