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Camisinha ou pílula? Alemães trocam métodos contraceptivos



A camisinha superou a pílula como método contraceptivo na Alemanha, revelou uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (16). É a primeira vez na série histórica que camisinha fica na liderança.

Segundo o levantamento, mais da metade dos alemães usa camisinha nas relações sexuais. O número vem crescendo no país: em 2011, apenas 37% dos entrevistados usavam este método. As informações são da agência Deutsche Welle.

Já o uso da pílula anticoncepcional diminuiu ao longo dos anos. Neste ano, 38% das pessoas afirmaram usar o método na vida sexual, contra 53% em 2011. A pesquisa indica que esta mudança no comportamento pode estar relacionada à uma visão crítica sobre o uso de hormônios. A camisinha também é usada para evitar a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

O estudo apontou que 94% das pessoas se consideram bem informadas sobre o método contraceptivo que utilizam. Para mais da metade das mulheres, o aconselhamento ginecológico é a principal fonte de informação. Já para os homens, a internet é a fonte mais utilizada: 49% afirmam pesquisar sobre a contracepção em sites.

Entre os entrevistados mais jovens a crítica aos hormônios foi mais numerosa e contundente, mas a tendência é vista em todas as faixas etárias. No geral, 61% de pessoas afirmaram que contraceptivos hormonais, como a pílula, têm ‘efeitos negativos no corpo e na alma’.

Como alternativa, muitas alemães migraram para um método alternativo, o DIU de cobre. O método não-hormonal é considerado muito efetivo, seguro e tem poucas contraindicações, de acordo com a Fiocruz. No Brasil, é ofertado gratuitamente pelo SUS como parte do programa de planejamento familiar.


Fonte: O Globo

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