Bruno Covas faz radioterapia para sangramento no estômago e não tem previsão de alta


O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), passou por um novo procedimento de endoscopia digestiva, que localizou discreto sangramento residual no estômago, conforme divulgou o Hospital Sírio-Libanês em boletim médico nesta quinta-feira (6). Covas está internado desde o último domingo (2) em tratamento contra o câncer.


Segundo os médicos, o prefeito licenciado fez, em seguida, um tratamento de "radioterapia para controle deste sangramento". O quadro clínico é estável e ele segue internado na unidade semi-intensiva do hospital. Veja a íntegra do boletim médico: "O Prefeito Bruno Covas segue internado em tratamento médico. Na quarta-feira, dia 05, ele foi submetido a novo exame de endoscopia digestiva alta que evidenciou discreto sangramento residual no estômago. Desta forma, foi iniciado tratamento local com radioterapia para controle deste sangramento. O prefeito está recebendo todo suporte clínico necessário e seu quadro clínico é estável.

No momento, não há previsão de alta hospitalar. Ele está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho." Intubado e extubado no mesmo dia Na segunda-feira, Covas foi intubado para um exame de endoscopia, onde também foi diagnosticado um sangramento na cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago, ser estancado. No mesmo dia, horas depois, ele foi extubado. Na imagem divulgada nas redes sociais, após deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UT), Covas apareceu ao lado do filho, Thomás, de 15 anos, com a camiseta do Santos, time para o qual ambos torcem. Na mensagem, o prefeito licenciado disse ter vencido mais uma etapa e ter fé em continuar a driblar os próximos obstáculos. "Mais uma batalha vencida. Tenho fé que vou vencer cada obstáculo. Agradeço a todas as orações, as mensagens de carinho, a força que vocês tem me dado. Peço desculpas por não conseguir responder a tantas mensagens que chegam por aqui, pelo WhatsApp, pelo telefone.


Sintam-se todos abraçados. Agradeço sinceramente por serem tão generosos comigo. Agradeço também ao Ricardo Nunes e toda nossa equipe da Prefeitura que vêm cumprindo nossa diretriz de não deixar parar nada e avançar com o trabalho e cumprir nossos compromissos com a população de São Paulo", disse Covas na postagem. "E daqui a pouco é torcida pro nosso Santos!!!", acrescentou o prefeito licenciado, sobre a partida de seu time na Copa Libertadores.

Segundo o infectologista David Uip, um dos responsáveis pelo tratamento do prefeito, ele dormiu a noite toda, passa bem, mas não há "qualquer previsão de alta". Ainda de acordo com o especialista, a equipe médica considera o sangramento como um evento pontual.

“Entendemos o sangramento como evento pontual. Faz parte do acompanhamento de doentes crônicos que tenham eventos pontuais. No caso, foi um sangramento gástrico, mas poderia ter sido uma infecção ou qualquer outra contingência. Como tal, este procedimento foi enfrentado.


Foi enfrentado o sangramento, foi estancado o sangramento, o paciente foi para uma unidade de terapia intensiva e acaba de ter alta”, afirmou Uip. Jogo do Santos Na segunda-feira, após o procedimento de endoscopia, os médicos afirmaram que Covas estava disposto, fazendo piadas. "Está animado, revigorado, fazendo piadas. Mesmo diante das dificuldades, procura descontrair", completou o também oncologista Tulio Pfiffer. Quimioterapia Por conta do sangramento, as sessões de quimioterapia e imunoterapia que o prefeito faria na segunda (3) foram suspensas e seguem sem previsão de serem retomadas.

“Aquilo que estava previsto, que era a segunda sessão de quimioterapia, obviamente foi adiada e vai depender de outros fatores, inclusive a recuperação do sangramento. Além do estancamento do sangue, ele teve que receber unidades de sangue. Foi um sangramento agudo. O prefeito neste momento está normal, sentado em uma cadeira, conversando habitualmente”, afirmou Katz.

O oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer afirmou que a interrupção temporária não implicará prejuízos para o tratamento contra o câncer.

"Sempre que tem intercorrência pontual, faz a pausa do tratamento oncológico, espera recuperar e restabelecer, e depois retoma com calma o tratamento oncológico. A pausa se fez necessária, mas não traz prejuízo em médio ou longo prazo em relação ao tratamento", afirmou Pfiffer. Como foi a última internação Por causa dos efeitos colaterais do tratamento contra o câncer, Bruno Covas anunciou no domingo (2) que faria um pedido de afastamento do cargo por 30 dias. O vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB), assumiu a gestão da cidade.

No mesmo dia, Covas foi internado para realizar exames de rotina do tratamento oncológico - sangue e imagens, com o objetivo de prosseguir o tratamento quimioterápico e imunoterápico. Nesta bateria foi detectado o sangramento no local do tumor inicial, a cárdia.

Os médicos explicaram que a intubação foi feita para proteger as vias aéreas do prefeito e evitar alguma laceração no momento da endoscopia, procedimento utilizado para estancar o sangramento.

“O evento foi controlado com sucesso. A intubação foi estratégia para evitar que os coágulos fossem aspirados e contaminassem a via aérea. Foi uma intubação para proteger a via aérea durante o evento. É diferente da intubação de quem tem insuficiência respiratória por Covid ou alguma coisa assim. Não houve alteração da função respiratória”, afirmou Artur Katz. Tratamento Bruno Covas foi internado em 15 de abril para a realização de exames de controle, que descobriram novos focos de tumor nos ossos e no fígado. Durante a internação, ele apresentou uma piora no quadro de saúde e foi diagnosticado com líquido no abdômen e nas pleuras, tecidos que revestem os pulmões.

Drenos foram colocados para a retirada do líquido, uma suplementação nutricional também foi iniciada, e Covas teve alta em 27 de abril. 'Luta pela vida' Em 26 de abril, Covas disse nas redes sociais que "continua a luta pela vida" e com “vontade gigante de vencer”.

Em uma postagem para homenagear o filho Tomás, de 15 anos, o prefeito escreveu que vai “enfrentar, combater e vencer” a doença. Primeiro diagnóstico em 2019 O prefeito licenciado foi internado pela primeira vez em outubro de 2019, quando chegou ao hospital com erisipela (infecção), que evoluiu para trombose venosa profunda (coágulos) na perna direita. Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia.

Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos.

Covas passou por oito sessões de quimioterapia, que fizeram com que o tumor regredisse. Mas, segundo a equipe médica, não foram suficientes para vencer o câncer. Após novos exames, o prefeito iniciou o tratamento com imunoterapia. Em janeiro de 2021, após ser reeleito nas eleições municipais e continuar no cargo, Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença.

Ele tirou uma licença de 10 dias, quando passou a ser submetido a sessões de radioterapia. Na época, estavam previstas 24 sessões de radioterapia complementares para o tratamento. Em abril deste ano, exames apontaram novos pontos de câncer nos ossos e no fígado.


Fonte: G1

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