Brincadeiras são importantes para a formação cerebral das crianças


Em meio a um mundo tecnológico, as crianças têm preferido as telas de smartphones, tablets e computadores à brincarem ao ar livre. Foi o que revelou uma pesquisa realizada em dez países com 12 mil pais de crianças entre 5 e 12 anos.


Metade dos responsáveis entrevistados disseram não ter tempo para brincar ao ar livre com os filhos. Cerca de 84% das crianças chegam a brincar duas horas por dia, 40% costumam brincar por menos de uma hora e 6% delas não costumam brincar ao ar livre.


A pesquisa chama atenção, pois a brincadeira, além de ser uma opção saudável de entretenimento para as crianças, também contribui para o desenvolvimento delas.

A psicóloga especialista em crianças e educadora parental da Upuerê Educação Infantil, Talita Espíndula, explica que as brincadeiras trazem diversos benefícios para os pequenos.

“Pode parecer algo simples, mas através do brincar que as crianças encenam o que estão aprendendo sobre o mundo, elaboram suas dúvidas e angústias, aumentam a capacidade de explorar, criar novas ideias e faz com que se comuniquem melhor. Durante esta fase de pandemia, em que as famílias passam mais tempo em casa, os pais que brincam com os filhos têm a oportunidade de melhorar a relação entre eles”, afirma Talita.

Brincar ajuda no desenvolvimento cerebral


A pediatra Karoliny Veronese, que também atua na Upuerê Educação Infantil, afirma que cerca de 30 minutos de brincadeiras por dia já contribui para o desenvolvimento cerebral das crianças.

“Mesmo por conta da pandemia impossibilitar por vezes as brincadeiras ao ar livre, brincar em casa também vale. É importante adequar a diversão para a idade das crianças. Assim, é possível desenvolver capacidades, como a atenção, memória e imaginação. Nesse tempo, os eletrônicos devem ser deixados de lado. Desse modo, pais e filhos ganham, pois é um momento de aliviar o estresse dos adultos e as crianças se desenvolvem. O melhor é que também é possível criar boas lembranças para o resto da vida”, explica a especialista.


Fonte: G1

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