Bebê que morreu vítima de sarampo em SP tinha tomado as 2 doses da vacina

‘É uma exceção’, disse o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), sobre morte da bebê de 1 ano e dez meses, que faleceu em decorrência do sarampo na cidade de Limeira, no interior de São Paulo.

Todo o tempo, a Secretaria de Saúde preconiza que a maneira mais eficaz de se proteger contra o sarampo é sendo imunizado. Contudo, a morte da bebê causou espanto, porque a criança tinha tomado as duas doses da vacina contra a doença, preconizada pelo Ministério da Saúde, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Limeira.

O secretário de Saúde, Vitor Santos, afirmou, por meio de nota, se tratar de um um caso atípico.

O presidente da SBIm ressalta que com as duas doses da vacina, a proteção contra a doença é de 98%. Mesmo com as doses, a doença pode se manifestar, mas de maneira mais leve. Quando acomete um indivíduo imunizado, a morte em função do sarampo ocorre por complicações respiratórias. No caso, uma bronquite, pneumonia ou asma podem desencadear o processo.

Cunha ressalta que é preciso que essa morte seja investigada para verificar se havia alguma comorbidade.

“Há um porcentual pequeno da população, da ordem de 5%, que não desenvolvem a imunidade após a vacinação. Por esse motivo, é importante manter alto o índice de cobertura vacinal como forma de impedir a circulação do vírus, e assim, proteger essas pessoas com baixa imunidade”, frisou Alexandre Ferrari, diretor da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Limeira, por meio de nota.

A morte da menina ocorreu no dia 26 de agosto. Ela havia sido internada com febre, tosse e chiado no peito. Segundo a secretaria, no mesmo dia, houve agravamento do quadro de saúde, ocasionando o óbito.

Fonte: Folha Vitória

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