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Avanço da varíola do macaco liga o alerta na saúde pública do DF



Pouco se discute sobre a forma de contágio e prevenção de um vírus que tem se espalhado lentamente, e de forma silenciosa no Distrito Federal. Próximo de infectar 300 brasilienses, a varíola dos macacos, que teve transmissão comunitária confirmada pela Secretaria de Saúde em 18 de julho, é uma questão epidemiológica que deve ser tratada com seriedade e responsabilidade.


De acordo com o último boletim informativo, divulgado quinta-feira, mais dois casos de varíola foram detectados na capital do país. Das vítimas, 265 tiveram a doença confirmada por meio de exames laboratoriais e 15 são considerados casos prováveis, pois estão à espera dos resultados. Com o avanço silencioso da doença, 280 pessoas já testaram positivo desde 8 de julho — data em que a secretaria responsável iniciou o monitoramento viral.


Em relação aos diagnosticados, 269 são do sexo masculino e somente 11 do sexo feminino. Apesar da diferença numérica, a Organização Mundial da Saúde (OMS) garante que a monkeypox não tem associação a nenhum grupo específico. Autoridades de saúde afirmam, ainda, que o público que apresenta maior risco de contaminação é formado por profissionais de saúde, e pessoas que viajaram para o exterior e tiveram algum tipo de contato íntimo com habitantes de países que registraram casos da doença.


Além disso, a secretaria concluiu que a maioria dos positivados tem entre 20 e 39 anos, no Distrito Federal. Como recorte positivo, por meio de exames laboratoriais, 626 casos que estavam em investigação foram descartados. Ao todo, 215 pacientes aguardam pelo diagnóstico da doença. A médica infectologista Ana Helena Germoglio explicou ao Correio que a população não precisa se desesperar, mas é necessário ficar em estado de alerta com o vírus.


"A gente sabe que é uma doença que causa mais problemas locais, do que problemas sistêmicos. Mas isso não significa que não tenha um grande impacto na vida da pessoa, uma vez que o paciente precisa ficar de três a quatro semanas em isolamento, dependendo do local da lesão pode causar muito sofrimento, dor, edema, infecção secundária e, em alguns casos, é necessária internação. Apesar de não ser uma doença de alta gravidade e de transmissão tão alta como covid-19 e sarampo, isso não significa que não precisamos ficar em alerta", ressaltou a médica.


Casos por região


Há três meses, o primeiro caso positivo de varíola dos macacos veio à tona em Brasília. No Plano Piloto, região administrativa com mais casos positivos, 55 cidadãos já receberam o resultado positivo do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) — único laboratório brasileiro habilitado para fazer o diagnóstico da doença.


Além disso, o Plano Piloto aguarda 35 respostas de pacientes que estão sob investigação. Em seguida, Águas Claras mantém o posto de segunda região administrativa com mais casos, totalizando 34. No levantamento, Samambaia aparece em terceiro, com 24 infectados, Ceilândia, com 20, e Guará com 19. Os únicos locais que não registraram a doença foram: Fercal, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Brazlândia e Arniqueira.


Fonte: Correio Braziliense

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