Atila Iamarino toma 1ª dose da vacina contra a Covid-19 em SP


O microbiologista e divulgador científico Atila Iamarino tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na manhã desta quinta-feira (15), em São Paulo, e publicou fotos do momento da imunização nas redes sociais.


Atila se tornou conhecido por sua participação no canal de YouTube do Nerdologia, um dos maiores do país. Desde o início da pandemia, tem feito transmissões ao vivo sobre o novo coronavírus, com milhões de visualizações.

Ao G1, ele falou sobre a importância de se vacinar, que segundo ele, é dupla: a de se proteger do vírus e proteger as demais pessoas ao redor.

"Nesse e em qualquer momento da pandemia, a importância é de me garantir e buscar o único mecanismo e a grande forma de prevenir a Covid, principalmente a forma grave. E há a obrigação com todo mundo da sociedade, com os brasileiros, de ser uma pessoa a menos na cascata de transmissão do vírus. A vacina tem esses dois aspectos importantes: de diminuir a quantidade de pessoas que se hospitalizam e que têm Covid -19 grave", afirmou. De acordo com o pesquisador, ele já estava buscando se proteger ficando ao máximo em casa, mantendo o distanciamento social. "Mas claro, a vacina é fundamental nesse processo também. E o papel de proteger a sociedade e a gente poder caminhar na normalidade. Fico muito feliz de dar um passo nessa direção. Por enquanto os meus passos tinham sido ficar em casa, mas a vacina leva a gente na outra direção, de voltar ao que a vida já foi e poder levar uma vida mais normal", afirma. Átla não escondeu a felicidade de se vacinar, já que pretende rever a família. Além disso, a esposa dele está grávida e em breve terá de ir a hospitais. A vacina, portanto, garante a proteção. "Fiquei feliz demais de ter sido vacinado porque tem uma série de preocupações no caminho. Quero poder ver minha família, meus pais, minha esposa está grávida, vamos ter um filho em poucos meses e vamos ter de passar por hospitais e para proteger todo mundo ao meu redor eu queria estar protegido e estar imune para ver as pessoas." "E também quero um dia voltar para a rua e comemorar. Tenho muita saudades de encontrar as pessoas, tomar uma cerveja, de fazer eventos, apresentação, palestras, dar aulas, uma série de coisas que eu sempre gostei muito de fazer e agora estão inviabilizadas, aquela coisa gostosa de interagir com as pessoas." "Sommeliers" de vacina Atila também falou sobre os "sommeliers" de vacina, ou seja, aquelas pessoas que escolhem a vacina que quem tomar. Segundo o microbiologista, é compreensível a preocupação das pessoas de receber o melhor imunizante, mas elas estão "mal informadas": "Eu entendo a preocupação das pessoas com ter a maior proteção e a melhor vacina. O que eu acho é que elas estão sendo mal informadas. Principalmente agora, que os grupos mais novos estão sendo vacinados, qualquer vacina que a gente toma no posto tem uma ótima eficácia e oferece uma ótima proteção, principalmente quem está na faixa etária atual. Então qualquer vacina vai dar proteção, tanto quer eu não fiz questão nenhuma de saber qual vacina estava sendo dada, fui ao posto e tomei a que estava sendo oferecida ali e é isso." Para Atila, a escolha da vacina é "fruto de uma coisa que nunca aconteceu com outra vacina antes".

"A gente tem figuras de liderança, como o presidente, falando 'não toma vacina x ou y' e uma série de comunicações cruzadas e erradas sobre o que as vacinas fazem. Tem um pouco da preocupação das pessoas com os riscos das vacinas, isso é perfeitamente compreensível e felizmente os riscos são baixíssimos até aqui , muito menores do que os tratamentos e medicamentos que a gente toma e ainda muito menores que os riscos da Covid, mas também tem a partidarização de uma coisa que nunca precisou de partido dessa forma. Entendo, mas é meio improdutivo." "O principal para as pessoas hoje é garantir que elas tomem vacina o quanto antes e não a vacina que elas querem. O maior risco que a gente corre é de continuar se expondo ao vírus, especialmente agora que a gente começa a ver casos da variante delta no Brasil, que é mais transmissível e escapa mais da imunidade prévia, consegue reinfectar quem já teve Covid também e depende de duas doses da vacina. Por mais que a pessoa busque uma proteção maior esperando a vacina certa, a proteção maior que ela vai ter vai ser de tomar a vacina o quanto antes, a vacina que tem para ela." "Chegou a minha vez" Em post em uma rede social, Atila comemorou o fato de ter sido vacinado nesta quinta-feira (15). "Chegou a minha vez. Começando a me imunizar com a primeira dose e um pouco mais tranquilo, graças ao SUS. Apesar de cambistas e negacionistas. Beijinhos científicos", escreveu em uma rede social. Doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP), Iamarino concluiu dois pós-doutorados estudando a disseminação (ele prefere o termo "espalhamento") dos vírus e a forma como esses organismos evoluem. Ele sempre defendeu a aceleração da vacinação, o lockdown e criticou a chamada "imunidade de rebanho".


Fonte: G1

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