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Após terapia genética, dois pacientes têm remissão do câncer por uma década, diz estudo


 
 

Aprovada em 2017 pela agência reguladora dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês), mas em estudos experimentais há mais de uma década, a terapia genética CAR-T Cell contra o câncer apresentou resultados positivos em análise de caso de dois pacientes, publicada nesta quarta-feira (2) pela revista "Nature".


No tratamento, as células T do paciente, que funcionam como "soldados" do sistema imunológico, são extraídas do sangue. São modificadas geneticamente para reconhecer o câncer e, depois, destruí-lo. Elas são redesenhadas em laboratório e depois devolvidas à corrente sanguínea. Em resumo: as próprias células do paciente são "treinadas" para combater o câncer. Os pesquisadores, entre eles Carl H. June, que está há anos na vanguarda das pesquisas sobre o tratamento, assinam a pesquisa e apontam: "as células CAR-T permaneceram detectáveis ​​por mais de dez anos após a infusão, com remissão sustentada em ambos os pacientes". O tratamento, portanto, continuou funcionando e o câncer não retornou nos dois casos estudados. História de Olson Em 2010, a leucemia de Doug Olson passou a ser tratada com a ajuda da terapia genética experimental — ele é um dos pacientes do estudo publicado pela "Nature". Mais de uma década depois, não há nenhum sinal de câncer em seu corpo, como mostra reportagem da Associated Press. "Estou muito bem agora. Ainda sou muito ativo. Eu estava correndo meias maratonas até 2018", disse Olson, de 75 anos, que mora em Pleasanton, na Califórnia. "Isso é uma cura. E eles não usam a palavra levianamente."

Os médicos de Olson, que são os autores do estudo, dizem que os dois casos demonstraram que a terapia ataca o câncer imediatamente, mas também pode permanecer dentro do corpo por anos e manter a doença sob controle.

Com base nesses resultados de uma década, "nós podemos concluir que as células CAR-T podem realmente curar pacientes com leucemia", disse o pesquisador Carl June à AP.

Quando Olson recebeu o tratamento experimental, ele lutava contra o câncer há anos. Os médicos o diagnosticaram com leucemia linfocítica crônica em 1996. "Achei que tinha meses de vida", disse.

Após algum tempo tentando controlar a doença, o médico que cuidava de Olson, David Porter, sugeriu duas possibilidades: ele poderia fazer um transplante de medula óssea ou participar de um estudo de terapia CAR-T. Olson, que era CEO de uma empresa de produtos de laboratório em New Hampshire, disse que acreditava na ciência e, além disso, que estava querendo evitar o transplante. Dez anos depois da decisão, o câncer ainda não voltou.


Fonte: G1

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