Após greve, Saúde do DF investiga atrasos em repasses a terceirizadas


O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, solicitou, nessa terça-feira (14/9), a abertura de uma sindicância para apurar as causas de atrasos na quitação das faturas de empresas terceirizadas que prestam serviço de limpeza e de vigilância. O titular da pasta também determinou o pagamento imediato dos valores devidos.


A demora no repasse resultou em greve de cerca de 800 funcionários das duas categorias e que estão sem receber salários. Segundo o Sindicato de Serviços Terceirizáveis (Sindiserviços-DF), os trabalhadores só voltarão aos postos após os pagamentos. O salário base dos profissionais é de R$ 1,1 mil, sem contar com eventuais adicionais de insalubridade.


De acordo com o documento assinado por Pafiadachi, o pagamento regular ocorreria em até 13 dias, o que prejudicaria a assistência. “Esta Secretaria de Estado autoriza em caráter excepcional o pagamento das faturas pendentes relativas aos serviços prestados pelos fornecedores, desde que cumpridos todos os trâmites administrativos para a liquidação dos devidos débitos a serem atestados pelos setores competentes”, registra.


“Por fim, paralelo à tramitação deste expediente, determinamos o imediato encaminhamento dos autos à Controladoria da Saúde para adoção das providências inerentes à apuração dos fatores que ensejaram causa à anomalia contratual atualmente em curso para a execução de tais serviços, dentro da extrema brevidade que o caso requer e em atendimento à legislação vigente”, completou.


Durante coletiva na última segunda-feira (13/09), o secretário de Saúde, Pafiadache afirmou que os problemas envolvendo os contratos terceirizados serão resolvidos até esta quarta-feira (15/09).


O que diz o GDF?

Procurada, a Secretaria de Saúde confirmou a informação obtida pelo Metrópoles.

“A Secretaria de Saúde informa que, no seu poder de gestão, o secretário determinou que fosse realizado o pagamento às empresas de limpeza e segurança para evitar a desassistência e resguardar o patrimônio público. Da mesma forma, foi determinada apuração de eventual motivação que possa ter ocasionado o atraso dos pagamentos para que fatos como esse não voltem a acontecer”.


Fonte: Metrópoles

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