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Anvisa autoriza Remdesivir para uso pediátrico no tratamento da Covid



O uso do medicamento Remdesivir para crianças no tratamento da Covid-19 foi aprovado nesta segunda-feira (21) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Antes, o medicamento era indicado para pacientes com 12 anos ou mais (e acima de 40 kg) com pneumonia e que necessitassem de administração suplementar de oxigênio. Apesar da aprovação, não muda a restrição ao local de uso: a aplicação é feita apenas em atendimentos nos hospitais, não sendo possível comprar o Remdesivir em farmácias. A ampliação do remédio, que foi o primeiro aprovado no país especificamente para o tratamento da doença, inclui:

  • bebês e crianças a partir de 28 dias e peso igual ou superior a 3 kg, com pneumonia que requerem administração suplementar de oxigênio (oxigênio de baixo ou alto fluxo, ou outra ventilação não invasiva no início do tratamento);

  • crianças pesando mais de 40 kg que não precisam de suplementação de oxigênio e que apresentam risco aumentado de progredir para Covid- 19 grave.

O Remdesivir é um antiviral injetável produzido no formato de pó para diluição, em frascos de 100 mg. O antiviral recebeu registro da Anvisa em 12 de março do ano passado e é indicado para o tratamento da Covid.

A substância impede a replicação do vírus no organismo, diminuindo o processo de infecção. Ou seja, ele atua apenas de forma terapêutica, não sendo eficaz para prevenir o vírus e não substitui a vacina. A decisão foi baseada nos dados clínicos apresentados pela empresa, considerando que estes estudos demonstraram benefício clínico, além de não haver novas preocupações com a segurança do medicamento, que não possui contraindicações e efeitos colaterais. O resultado em participantes pediátricos entre 12 e 18 anos demonstrou que o uso do medicamento preveniu hospitalizações relacionadas ao Covid-19, visitas médicas e morte. Para os pacientes com idades entre 28 dias e 18 anos, o resultado foi positivo nas taxas de recuperação e alta hospitalar, também sem apresentar riscos para a saúde.


Fonte: G1

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