Anvisa adia reunião sobre medicamentos do 'kit intubação' devido à falha no envio de e-mail



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisou adiar uma reunião que seria feita no domingo (21) devido à falha no envio de um e-mail a Nelson Mussolini, diretor do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). O encontro deveria tratar da distribuição e aquisição do "kit intubação", que contém medicamentos para o tratamento de pacientes com a Covid-19.

Além da Anvisa e do Sindusfarma, participariam representantes do Ministério da Saúde, do Ministério da Economia, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Segundo a agência reguladora, na sexta-feira (19), às 19h27, um convite foi enviado por e-mail para os representantes do Ministério da Saúde com o link da reunião virtual. Eles distribuíram as informações para o Conass e para o Conasems, e também para o Ministério da Economia.

"No entanto, houve uma falha no momento do preenchimento dos e-mails no sistema de reuniões online, o que resultou no não envio da mensagem para o Sr. Nelson Mussolini, diretor do Sindusfarma, que seria o responsável para convidar as empresas fabricantes", esclareceu a Anvisa, em nota divulgada nesta segunda-feira (22). "No sábado, às 17h44, por meio de ligação telefônica entre o diretor Rômison (Quarta Diretoria da Anvisa) e o Sr. Mussolini, verificou-se que este último não havia recebido o convite para reunião e que, pelo adiantado da hora, não seria mais possível convidar os representantes das empresas para a reunião que ocorreria no domingo às 11h".

A reunião sobre o assunto foi remarcada para esta terça-feira (23). Médicos e entidades da saúde estão em alerta para uma potencial crise de desabastecimento dos remédios do "kit intubação", cruciais no combate contra a Covid-19 em todas as regiões do Brasil.

No início deste ano, farmacêuticos que trabalham em hospitais paulistas passaram a relatar ao Conselho Regional de Farmácia (CRF-SP) que estoques de alguns medicamentos importantes para o tratamento de pacientes graves com Covid-19 estavam ficando em nível perigosamente baixo.

De acordo com a agência Reuters, o governo brasileiro também instruiu seus embaixadores a procurar fornecedores dos medicamentos. Entre os remédios, estão o midazolam, o propofol e o fentanil, que são usados para sedar os pacientes.


Fonte: G1

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