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ANS suspende comercialização de 70 planos de saúde; 45 são da Amil



A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) anunciou a proibição da comercialização de 70 tipos de planos de saúde oriundos de 13 operadoras. A medida, de caráter temporário, foi motivada por reclamações relacionadas à falta de cobertura assistencial.


A punição, divulgada nesta segunda-feira (26) pela agência regulatória, tem como base os resultados do Monitoramento da Garantia de Atendimento do segundo trimestre de 2022.


Entre as operadores atingidas, a Amil encabeça a lista com o maior número de planos suspensos: 45 — o número inclui convênios médicos e odontológicos. Em junho, a empresa já havia sido penalizada com a suspensão de 42 planos por reclamações de consumidores colhidas no primeiro trimestre.


As demais operadoras atingidas são:

  • Federação das Sociedades Cooperativas de Trabalho;

  • Unimed Vertente do Caparaó;

  • Ameron – Assistência Médica de Rondônia;

  • Unimed Norte/Nordeste — Federação (em recuperação judicial);

  • Unihosp Saúde;

  • Santo André Planos de Assistência Médica;

  • Saúde – Sistema Assistencial Unificado de Empresas;

  • Biovida Saúde;

  • Associação de Saúde Portuguesa de Beneficência;

  • Associação Metropolitana de Assistência à Saúde;

  • Hospital Bom Samaritano;

  • Saúde Brasil.

A suspensão começa a valer, segundo a ANS, a partir do dia 30 de setembro e só será revertida se as operadoras apresentarem melhora no resultado do monitoramento do próximo trimestre. Segundo a agência, os planos suspensos somam 1,6 milhão de usuários, que permanecerão cobertos pelos serviços das operadoras.


No relatório, a ANS considerou 37.936 reclamações realizadas no período de 1º de abril a 30 de junho. As queixas se referem ao descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias ou negativa de cobertura assistencial.


O que diz a Amil


Em comunicado à imprensa, a Amil informou que todas as notificações foram atendidas pela operadora e que vem adotando ações para melhorar o atendimento aos beneficiários.


“Desde o início do ano, a Amil instituiu célula de acolhimento para casos que se referem à rede credenciada; novo fluxo para busca de rede; agendamento e direcionamento nas centrais de atendimento; expansão da coleta domiciliar gratuita; inclusão de hospitais em sua rede credenciada entre outras ações cujo objetivo foi aperfeiçoar os serviços aos seus beneficiários. Outras melhorias continuam sendo implementadas”, informou a operadora.


A operadora também lembrou que a suspensão é de caráter temporário. “O atendimento aos clientes atuais vinculados a esses produtos continua totalmente assegurado, bem como a comercialização de demais produtos não suspensos já oferecidos pela empresa. A Amil assegura que as ações tomadas e novas em andamento serão refletidas no monitoramento em curso”, declarou.


Fonte: InfoMoney

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