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Aluno atingido por aparelho em academia consegue sentar, mas permanece paraplégico após cirurgia



O aluno atingido por um aparelho de academia já consegue sentar após passar por cirurgia, contudo continua paraplégico. O acidente aconteceu na última sexta-feira (4) em Juazeiro do Norte, no Ceará, e ele foi operado no dia seguinte. Desde então, está passando por fisioterapia intensiva, focando na qualidade de vida após receber alta — o que ainda não tem previsão —, segundo os médicos.

"O paciente encontra-se bem, otimista. Já começou a sentar, se alimentar sentado. Está em fisioterapia intensiva, com reabilitação motora, mobilidade no leito, ativa e passivamente. Essa mobilidade é fundamental para o início do estímulo neurológico que ele precisa agora", disse o neurocirurgião José Correia Júnior, que participou da cirurgia. Um exame na coluna de Regilânio da Silva Inácio, de 42 anos, mostrou a lesão na coluna, que ficou deslocada. Ele foi atingido por uma carga de 150 kg de máquina chamada "hack squat", usada para fazer agachamento convencional. O acidente causou uma lesão na coluna considerada gravíssima por médicos. Ele tem 1% de chance de voltar a andar.

A cirurgia durou quatro horas, e seguiu como esperado pela equipe médica. O procedimento consistiu em colocar pinos e parafusos para redução da fratura, com objetivo de fazer o realinhamento ósseo e descompressão da medula. O médico explicou que ele teve uma lesão severa, na qual os neurônios foram danificados de maneira importante. "A junção toracolombar, que é a transição da caixa torácica para a lombar, foi perdida a continuidade óssea. Não toca um osso no outro", complementou o neurocirurgião. Campanha pelo tratamento A família de Regilânio realizou uma campanha para ajudar nos custos da cirurgia e do tratamento. Na noite de segunda-feira, a arrecadação foi interrompida depois de ultrapassar a meta estabelecida.

A cirurgia custou R$ 35 mil, conforme a família de Regilânio. Os custos se dividiram entre os familiares e a administração da academia onde ocorreu o acidente. Contudo, os familiares pediram ajuda por meio das redes sociais para arcar com as despesas do tratamento. Regilânio trabalhava como motorista de aplicativo.

A mulher de Regilânio, Maria Socorro Pereira Inácio, agradeceu pelas doações que vão custear medicações e aparelhos necessários à condição atual dele e demais despesas pessoais que antes dependiam do seu trabalho como motorista de aplicativo para serem providas.

"Este primeiro valor que foi solicitado está vinculado especificamente para obtenção de maquinários que vão ajudar nas questões de acessibilidade, como uma cadeira de roda, uma cama, necessidades pessoais - todo esse processo de recuperação que se faz necessário nesse momento. Com isso, venho agradecer, de verdade, a cada um que vem sendo um instrumento, nos ajudando com relação à isso"


Fonte: G1

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