Afinal, miopia é considerada uma comorbidade para Covid?


Nesta semana, a decisão da prefeitura de São Paulo de inserir miopia como uma das comorbidades reconhecidas para adolescentes de 12 a 14 anos na fila da vacina contra a Covid-19 causou polêmica.


O entendimento do governo do estado foi o de que qualquer condição crônica apresentada por pessoas jovens garante prioridade na fila: assim como a miopia, deficiência auditiva, diabetes, asma, bronquite, hipotireoidismo, doenças renais, cardiovasculares e neurológicas também entraram na lista.


Mas, de acordo com Francisco Porfírio, presidente da Sociedade Brasiliense de Oftalmologia, não há justificativa que explique a inserção da miopia entre as comorbidades.

“Não tem nenhum estudo que relacione miopia com a Covid-19. É uma doença nova, com uma quantidade pequena de estudos na área oftalmológica. Os que existem falam mais sobre alterações causadas pela Covid na retina, conjuntiva e íris. Na oftalmologia, não existe justificativa para essa conduta”, afirma.

O médico lembra ainda que há dois tipos de miopia, a degenerativa e a não-degenerativa. A segunda é a mais comum e não é nem considerada uma doença. A primeira, em contrapartida, é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e acomete pessoas com graus muito altos e que vai aumentando com o passar do tempo.


“Mas não é algo comum. A maioria das miopias não atrapalha em nada a vida do paciente”, afirma Porfírio.


Fonte: Metrópoles

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