21 países não vacinaram nem 10% da população contra Covid-19, diz OMS



21 países do mundo não vacinaram não vacinaram nem 10% de suas populações contra a Covid-19, divulgou nesta segunda-feira (11) a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao todo, 68 países ainda não atingiram a meta de 40% de cobertura vacinal, estabelecida pela entidade para o final do ano passado.


Três países aparecem com 0% da população vacinada no relatório da organização: a Coreia do Norte, o Burundi e a Eritreia, os dois últimos no continente africano. Dos 21 que não têm nem sequer 10% de seus habitantes vacinados, 16 estão na África.

Completam a lista de índices mais baixos de vacinação o Haiti, o Iêmen, o Chade, a República Democrática do Congo, Papua Nova Guiné, Madagascar, Camarões, Sudão do Sul, Malaui, Nigéria, Mali, Tanzânia, Burkina Faso, Senegal, Níger, Sudão, Síria e Somália. Em nota, a OMS observou que as baixas coberturas deixam as populações mais vulneráveis desses países em risco.

Além de cobrir 40% da população de todos os países até o fim de 2021, a organização também estabeleceu a meta de 70% de cobertura vacinal contra a Covid-19 até meados deste ano.


Poucos países, entretanto, atingiram o percentual até agora; o Brasil é um deles, com 81% da população vacinável já tendo recebido as duas doses do esquema primário. Cerca de metade dos brasileiros que estão aptos já receberam uma dose de reforço. Outras campanhas A entidade também chamou atenção para o atraso causado pela pandemia em outras campanhas de vacinação, como a da pólio e do HPV, responsável pela maioria dos casos de câncer de colo de útero.

O Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas da OMS (SAGE, na sigla em inglês) observou que, no ritmo atual, a implementação da vacinação contra o HPV não vai atingir as metas da estratégia global para eliminação do câncer do colo de útero em 2030.

O comitê recomendou que todos os países introduzam urgentemente a vacina contra o HPV – primeiro para meninas de 9 a 14 anos e, quando viável e acessível, para meninas mais velhas.


Já a vacinação de meninos e de grupos mais velhos deve ser "cuidadosamente gerenciada até que haja suprimento irrestrito de vacina". Já no caso da pólio, a entidade expressou preocupação com o caso recente de poliovírus selvagem detectado no Malaui e com a transmissão contínua de poliovírus derivado de vacinas – principalmente na África, onde a Nigéria ainda enfrenta surtos.


Fonte: G1

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