11 vacinas têm teste autorizados no Brasil: saiba quais são, as tecnologias e status da pesquisa


O Brasil tem 11 testes de vacinas contra a Covid-19 autorizados. Quatro já foram aprovadas e incorporadas ao Plano Nacional de Imunização (PNI). São elas: AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer. As quatro também já tiveram o uso emergencial concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) explica que, mesmo com a aprovação das quatro vacinas, os “estudos continuam em andamento”. Veja a lista das vacinas Os ensaios clínicos são os estudos de um novo medicamento realizados em seres humanos. A fase clínica serve para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e para validar novas indicações terapêuticas.

AstraZeneca (em uso no Brasil) Tecnologia: vetor viral. Doses: duas doses, aplicadas com intervalo entre 4 e 12 semanas. Status da pesquisa: a vacina teve o registro concedido pela Anvisa em 12 de março de 2021. Em julho, a Anvisa autorizou um novo estudo clínico com uma terceira dose do imunizante.

CoronaVac (em uso no Brasil) Tecnologia: vírus inativado. Doses: duas doses, aplicadas com intervalo entre 2 e 4 semanas. Status da pesquisa: a vacina teve o seu uso emergencial aprovado em 17 de janeiro de 2021.

Janssen (em uso no Brasil) Tecnologia: vetor viral. Doses: dose única. Status da pesquisa: a vacina teve o seu uso emergencial aprovado em 31 de março de 2021. Pfizer (em uso no Brasil) Tecnologia: RNA. Doses: duas doses, aplicadas com intervalo maior ou igual a 21 dias. Status da pesquisa: a vacina teve o registro concedido pela Anvisa em 23 de fevereiro de 2021. Em junho, a Anvisa autorizou um estudo sobre dose de reforço do imunizante. Essa é a única vacina com indicação para menores de 18 anos. Academia Chinesa de Ciências Médicas Tecnologia: vírus inativado. Doses: duas doses, aplicadas com intervalo de 14 dias. Status da pesquisa: em julho, a Anvisa autorizou o início dos testes de fase 3, com 7.992 participantes.

AstraZeneca (nova versão) Tecnologia: vetor viral. Doses: testes serão feitos com dose única e duas doses. Status da pesquisa: em julho, a Anvisa aprovou os estudos de fase 2 e 3, com 800 voluntários

Butanvac Tecnologia: vírus inativado.. Doses: duas doses, com intervalo de 28 dias. Status da pesquisa: em julho, a Anvisa autorizou o início dos testes de fase A, que vai envolver 400 voluntários.

Clover Tecnologia: subunidade proteica. Doses: duas doses, com intervalo de 22 dias. Status da pesquisa: a Anvisa autorizou, em abril, o início dos testes clínicos de fase 3, envolvendo pelo menos oito mil voluntários.

Covaxin Tecnologia: vírus inativado. Doses: duas doses, com intervalo de 28 dias. Status da pesquisa: a Anvisa autorizou o estudo clínico de fase 3 da vacina em maio, com 4.500 pessoas. Além disso, a agência autorizou parte da importação da vacina, sob condições controladas. O pedido de uso emergencial segue em análise. Medicago Tecnologia: partícula semelhante a coronavírus. Doses: duas doses, com intervalo de 21 dias. Status da pesquisa: a Anvisa autorizou o estudo clínico de fase 3 da vacina em abril, com 3.500 voluntários. Sanofi Tecnologia: RNA. Doses: duas doses, com intervalo de 21 dias. Status da pesquisa: a Anvisa autorizou o estudo clínico de fase 1/2 da vacina em julho, com 150 voluntários. Entenda as etapas dos estudos A fase 1 avalia a segurança e possíveis reações adversas no local da aplicação da vacina ou no organismo. Nessa fase também pode ser verificada, de forma preliminar, a capacidade da vacina de gerar anticorpos contra o vírus.

Na fase 2, os pesquisadores avaliam a dose, a forma de vacinação e a capacidade da vacina gerar anticorpos na população. A segurança também continua em análise.

Já a fase 3 reúne um grande número de voluntários para avaliar a segurança e eficácia da vacina. "A vacina precisa provar que, de fato, é capaz de nos proteger da doença", explica a Anvisa.


Fonte: G1

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