Às vésperas do Dia Mundial contra Aids, Saúde do DF promove ações de conscientização e testes



A Secretaria de Saúde do Distrito Federal inicia as atividades da Semana Distrital de Prevenção as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). O trabalho antecede o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro, com o objetivo de conscientizar sobre as medidas preventivas e o tratamento da doença.

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Entre os dias 23 de novembro e 1º de dezembro, as unidades básicas de saúde (UBSs) terão ações preventivas como:

  • Testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatites B e C

  • Distribuição de preservativos

  • Ações educativas aos pacientes

Aids e HIV

A Aids é a manifestação sintomática do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) e, portanto, só aparece quando ele não é controlado. O que ocorre é uma queda no sistema imunológico, que fica vulnerável a doenças oportunistas, como pneumonia e tuberculose.

Até os anos 1990, casos de infecção pelo vírus eram descobertos somente quando as pessoas já haviam atingido o estágio da Aids. Naquela época, o Brasil ainda estava em fase de descoberta do vírus e desenvolvia as primeiras formas de tratamento. Hoje, com a detecção precoce do HIV, o número de casos de Aids tende a ser cada vez menor.

Outro ponto importante é que a principal forma de transmissão do HIV é o sexo sem preservativo. Qualquer relação sexual desprotegida, seja homossexual ou heterossexual, está suscetível à contaminação pelo vírus.

Outra forma de infecção é em contato com o sangue infectado. A gestante com HIV também pode transmitir a doença para o filho durante a gravidez, no parto ou na amamentação com o leite materno infectado (transmissão vertical). Como prevenir Segundo a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis do Distrito Federal, Beatriz Maciel Luz, com as medidas de tratamento e de prevenção é possível não só deter o avanço da epidemia, como também garantir um tratamento adequado à pessoa com HIV/Aids.


"O diagnóstico precoce, combinado ao tratamento oportuno com as medidas de prevenção e profilaxia, contribuem não só para reduzir a transmissão sexual e a transmissão vertical da doença, como também dão qualidade de vida ao portador do HIV/Aids", afirma.

No DF, 92% dos pacientes com HIV/Aids, em tratamento adequado, conseguiram alcançar a carga viral indetectável, o que reduz a quase zero a chance de desenvolverem infecções oportunistas ou até mesmo de transmitir para outra pessoa. "Hoje, tratamento também é sinônimo de prevenção. Apesar de ainda não ter sido encontrada a cura, é possível manter a doença crônica controlada.", diz Beatriz Luz. Atendimento no SUS O tratamento para o HIV é gratuito e feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Brasília, o teste rápido para HIV está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA), localizado na Rodoviária do Plano Piloto.

O paciente que realiza o teste, se tiver uma resultado de exame positivo e diagnóstico confirmado, é encaminhado a um Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em HIV/AIDS. Nos SAEs são feitos outros exames complementares, para averiguar a situação de saúde e o estágio da infecção, para estabelecer o tratamento adequado com os antirretrovirais e outros medicamentos indicados, quando necessário.

São oito unidades públicas de saúde especializadas:

  • Hospital Dia (508 Sul)

  • Ambulatório do Hospital Regional de Sobradinho

  • Ambulatório do Hospital Regional Ceilândia

  • Ambulatório do Hospital Universitário de Brasília

  • Policlínica de Taguatinga

  • Policlínica do Lago Sul

  • Policlínica de Planaltina

  • Policlínica do Gama

"Uma vez diagnosticado e em atendimento no Serviço Especializado, o paciente receberá a orientação quanto à documentação necessária para retirar o medicamento. A prescrição do esquema terapêutico é individualizado, de acordo com cada caso, seguindo os protocolos clínicos do Ministério da Saúde", diz a Secretaria de Saúde do DF.


Fonte: G1

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